quarta-feira, 18 de abril de 2012

GENTE É BICHO E BICHO É GENTE

Leia atentamente o texto abaixo e marque com um X  nas questões de 01 a 04:
Querido Diário, não tenho mais dúvida de que este mundo está virado ao avesso! Fui ontem à cidade com minha mãe e você não faz idéia do que eu vi. Uma coisa horrível, horripilante, escabrosa, assustadora, triste, estranha, diferente, desumana... E eu fiquei chateada.
Eu vi um homem, um ser humano, igual a nós, remexendo na lata de lixo. E sabe o que ele estava procurando? Ele buscava, no lixo, restos de alimento. Ele procurava comida!
Querido Diário, como pode isso? Alguém revirando uma lata cheia de coisas imundas e retirar dela algo para comer? Pois foi assim mesmo, do jeitinho que estou contando. Ele colocou num saco de plástico enorme um montão de comida que um restaurante havia jogado fora. Aarghh!!! Devia estar horrível!
Mas o homem parecia bastante satisfeito por ter encontrado aqueles restos. Na mesma hora, querido Diário, olhei assustadíssima para a mamãe. Ela compreendeu o meu assombro. Virei para ela e perguntei: “Mãe, aquele homem vai comer aquilo?” Mamãe fez um “sim” com a cabeça e, em seguida, continuou: “Viu, entende por que eu fico brava quando você reclama da comida?”.
É verdade! Muitas vezes, eu me recuso a comer chuchu, quiabo, abobrinha e moranga. E larguei no prato, duas vezes, um montão de repolho, que eu odeio! Puxa vida! Eu me senti muito envergonhada!
Vendo aquela cena, ainda me lembrei do Pó, nosso cachorro. Nem ele come uma comida igual àquela que o homem buscou do lixo. Engraçado, querido Diário, o nosso cão vive bem melhor do que aquele homem. Tem alguma coisa errada nessa história, você não acha?
Como pode um ser humano comer comida do lixo e o meu cachorro comer comida limpinha? Como pode, querido Diário, bicho tratado como gente e gente vivendo como bicho? Naquela noite eu rezei, pedindo que Deus conserte logo este mundo. Ele nunca falha. E jamais deixa de atender os meus pedidos. Só assim, eu consegui adormecer um pouquinho mais feliz.
(OLIVEIRA, Pedro Antônio. Gente é bicho e bicho é gente. Diário da Tarde. Belo Horizonte, 16 out. 1999  - FONTE: http://www.oocities.org/br/coord5s/portugues_revisao_3bim.pdf)
foto:http://www.luizberto.com/wp-content/catadores-de-lixo.jpg
01 .A narradora inicia seu relato afirmando não ter mais dúvida de que o mundo está “virado ao avesso”. Ela afirma isso porque...
(    )   Ela saiu à cidade com a mãe.
(    )    Ela viu um ser humano catando lixo para comer.
(    )    Ela é uma menina, triste, estranha e indiferente.

02. O texto aponta uma problemática social evidente. Qual é este problema social?
(  ) A fome. A fome é a escassez de alimentos que afeta um grave número de pessoas, por isso  aquele  homem estava revirando, no lixo, restos de alimentos para comer;
(     ) A mãe passeia com a filha, propositadamente naquele cidade, para que a filha entenda que não se pode desperdiçar alimentos em casa;
(     ) Tem gente que é igual a bicho.

03. A narradora compara a vida de seu cachorro à vida do homem que buscava comida no lixo. Aonde pretende chegar a narradora com essa comparação?
(    ) Cada animal no seu canil; não misture vira-lata com cachorro de madame.
(    ) “Diário era o nome de seu cachorro preferido”.
(    )  A vida do ser humano, muitas vezes, é menos valorizada que de um animal.

04.     No final do relato, a narradora deposita sua confiança em DEUS. Por que ela não deposita essa confiança em outro ser humano?
(    ) Porque o homem na tentativa de acertar demora muito.
(    ) Porque Deus olha para todos os seres sem diferenças
(   ) Porque nem todo homem não respeita seu semelhante, é egoísta, mesquinho, por isso não é confiável.

GRAMÁTICALeia o comando de cada questão e marque com um X o que se pede:

05.      Não são paroxítonas as palavras:
(     ) imundas,  horrível, diário, lixo, satisfeito
(     ) Alguém, horrível, diário, plástico, você
(     ) Alguém,  nós, mamãe, você, feliz

06.Devem ser acentuadas todas as palavras da opção:
(     ) taxi - juri – gas, açucar
(     ) ritmo - amor – lapis, mae
(     ) chines - ruim – jovem, hora

07. Assinale a alternativa em que há erro de acentuação gráfica de acordo com a nova ortografia:
(     ) café – baú – ônibus
(     )Coréia - idéia - enjôo
(     )relâmpago - egoísta – contêm

08. Complete as frases com por quê, por que, porque ou porquê:
___ ____________ não foi à faculdade?
Eu queria saber o _______________de você faltar tanto às aulas.
Você está gritando _________________?
(     ) Por que,  por que, por quê
(     )  Porquê,  por quê, por quê
(     )  Por que,  porquê, por quê

08.  Marque o item em que a análise morfológica da palavra sublinhada não está correta:
(     ) O cantar dos pássaros alegra as manhãs - (verbo).
(     ) Ele dirige perigosamente - (advérbio).
(     )Os jovens gostam de cantar música moderna - (verbo).

09. Em "Tem cachorro ....  vive  melhor", a seqüência morfológica é:
(     ). verbo – substantivo – verbo - substantivo.
(     ). Verbo – adjetivo – verbo -  substantivo.
(     ). Verbo – substantivo – verbo – advérbio

10. Escreva nos espaços indicados as palavras adequadas  com os 
pronomes indefinidos: alguns, Ninguém, ninguém, Todo, todos, tudo.
a) O que podes fazer só, não esperes por_____________ .
b) Nem __________ o que reluz é ouro.
c) O Sol, quando nasce, é para ________________.
d) Quem é amigo de ____________, não é de _______________.
e) ____________ quer ficar  velho, mas só ____________ querem que lhe chamem.



 

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FIQUE POR DENTRO

O QUE ACHAS?

"No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes.

Na educação é o 85º e ninguém reclama..."

EU APOIO ESTA TROCA

TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES

O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar que rouba

Essa é uma campanha que vale a pena!

Repasso com solidária revolta!

Prezado amigo!

Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00

Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!

Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano... São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.

Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha Argentina R$1,3 milhões.

Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !

Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

'TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES'.

Repassar esta mensagem é uma obrigação, é sinal de patriotismo, pois a vergonha que atualmente impera em nossa política está desmotivando o nosso povo e arruinando o nosso querido Brasil.

É o mínimo que nós, patriotas, podemos fazer.

OBS: esta mensagem chegou até mim por e-mail, no entanto achei que deveria compartilhar com vocês.

TECNOLOGIA A FAVOR DA EDUCAÇÃO

Como usar as ferramentas de comunicação na prática pedagógica.

O computador é uma ferramenta que por si só não significa nada. Um livro fechado e engavetado ou na prateleira de uma biblioteca também não tem função nenhuma é apenas um livro como uma máquina é apenas uma máquina. O computador é uma produção do homem, o livro também é uma produção do homem. A estes instrumentos também coube ao homem modificá-lo ao seu favor.

De forma criativa, a luz da imaginação surge o computador com um cérebro quase humano, para nos dar quase todas as respostas para as nossas indagações, as nossas dúvidas e nossas incertezas, confundindo muitas vezes um cérebro virtual de um cérebro real. Claro, que esta máquina jamais vai substituir o livro, compêndio recheado de páginas impressas, contido ali o sentimento a emoção, o esforço de alguém.

Estes instrumentos são essenciais para a humanidade. O mais antigo, atravessou séculos décadas, foi um iluminado para alguns, detestado e perseguido por outros, mas resistiu e mantêm-se, majestoso nas livrarias, nos sebos, nas bienais e nas bibliotecas. O computador é uma ferramenta mais recente e caiu no gosto da humanidade. Com ele veio a internet, rede mundial de computadores interconectados, facilitando a vida dos usuários. Hoje em questão de segundos ficamos sabendo o que está acontecendo no planeta, desde uma queimada na Amazônia, tsunamis, enchentes catastróficas ou até um conflito no Oriente.

O computador é uma ferramenta que faz parte da vida das pessoas em qualquer segmento da sociedade e é um instrumento indispensável até mesmo para quem não possui e nem sabe como manipular uma máquina dessas, mas já se usufrui de seus benefícios quando vai a um banco fazer pagamento ou sacar dinheiro, não achas?

Nesta perspectiva, as escolas têm um papel importante na vida das pessoas que é formar cidadãos e por que não utilizar esta ferramenta na escola como auxilio pedagógico? O computador é apenas uma máquina e não vai substituir o professor, é mais um recurso que o professor poderá utilizar para auxiliar nas suas aulas para torná-las mais dinâmicas e interativas no desenvolvimento do ensino-aprendizagem de sua turma. Em todo o país com recursos do governo federal, muitas salas de informática vem sendo implantadas nas escolas com softwares educativos. Nestes ambientes tecnológicos é possível se fazer experimentos virtuais, pesquisas em bibliotecas on-line para leituras e editor de texto onde os alunos possam fazer suas produções escritas.

Por: Marlene Onofre Magalhães (12/04/2010)

EDUCAÇÃO:



Cristiane Marangon da revista Nova Escola entrevista o educador espanhol Fernando Hernandez[1], ele explica como trabalhar a aprendizagem utilizando projetos.

Conta o educador que a idéia de se trabalhar com projetos surgiu em 1982, em Barcelona, quando trabalhava no Instituto de Educação da Universidade de Barcelona, na ocasião, uma amiga apresentou um grupo de professores que trabalhavam em uma escola com crianças de cinco e dez anos de idade e entre os mestres havia uma inquietação em saber se a escola estava oportunizando aos alunos um ensino globalizado. Diante disso ele acompanhou o trabalho da escola por cinco anos e como resultado deste trabalho reorganizou-se o currículo desta escola de outra forma, diferente do tradicional, surgindo assim a pesquisa de projetos de trabalho.

Para ele, Projetos de Trabalho e Pedagogia de Projetos são distintos. Diferem quanto ao contexto histórico e a principio. Na pedagogia de projetos, o educador executa uma investigação que desconsidera a realidade cotidiana do aluno dentro da escola, ao passo que no Projeto de Trabalho o aluno é o sujeito, é o eixo da pesquisa, portanto todo o desenvolvimento do trabalho do educador é focado para a realidade do aluno.

Projetos não são fórmulas para se ensinar e aprender é uma concepção de educação, afirma o educador. Em projetos não é possível ensinar tudo porque há muitas maneiras de aprender, o modelo projeto de trabalho é necessário porque propõe ao docente o abandono de transmissor de conteúdos para dialogar com as coisas que estão acontecendo no mundo real, transformando-o em pesquisador, isto não quer dizer que o docente vai deixar de trabalhar conteúdos, o trabalho dele deve estar alicerçado sim em conteúdos, mas pré-definidos pela escola, podendo ser interdisciplinar ou não. Neste instante, o olhar do educador deve-se direcionar para o foco de um problema que esteja inquietando a escola, tendo em vista uma resposta, já que os problemas, as inquietações pertencem à escola, onde deverão ser discutidas e as possíveis soluções encontradas em conjunto.

Quanto a situação de aprendizagem constrói-se com objetivos que estabelecem metas que vão ser cumpridas no decorrer da execução do projeto e as atividades deverão ocorrer em cima de algo que despertem o interesse deles. Nesta proposta, o educador deixa de desempenhar um trabalho solitário e as investigações que são os processos antes definidos são compartilhados pelo coletivo no espaço escolar.

Em resposta sobre as reformas educacionais brasileiras, ele diz que toda reforma tem que se pensar nas crianças, sem isso muitas reformas fracassam. Em sua opinião, teria que haver uma reforma estrutural. O primeiro passo para começar uma reforma de ensino seria repensar nas condições de trabalho dos professores, quando ele diz: ”um educador que tem de trabalhar em três turnos não tem tempo para se formar, se comunicar com os colegas, de preparar uma aula, de se cuidar, enfim, se as pessoas não têm condições de desenvolver um trabalho diferente, não dá pra mudar a educação”.

Ao ser indagado a respeito do sistema de ciclos ele diz que no sistema de ciclos o aluno não tem uma aprendizagem fechada, o aluno para adquirir certos conhecimentos pode necessitar de mais tempo ou não. A idéia de ciclo é dinâmica, aberta. Quanto a este sistema, escola brasileira ainda é muito fechada e vinculada à idéia de que tem de trabalhar por idade e série. A reação que acontece entre os brasileiros é mais por problemas de compreensão já que não se leva em conta a reprovação neste sistema.

Como educador e conhecedor da educação brasileira, ele elogia os educadores do Brasil, chamando-os de apaixonados, preocupados e comprometidos - ‘Os professores tem desejo de aprender e vontade de se comprometer com sua aprendizagem’, assim finaliza sua entrevista.

POR: Marlene Onofre Magalhães



[1] Biografia: doutor em Psicologia e professor de História da Educação Artística e Psicologia da Arte na Universidade de Barcelona. Tem 50 anos e há 20 se dedica a lutar pela inserção dos projetos didáticos na escola. Escreveu Transgressão e Mudança na Educação.